Essa já é a oitava postagem sobre potenciação e radiciação do blog (veja todas as postagens aqui). Vimos quase tudo daquilo que é básico sobre esse assunto, quase tudo o que você precisa saber para resolver problemas de matemática envolvendo potenciação e radiciação, ou seja, vimos potências com expoentes naturais, inteiros, racionais e irracionais e também vimos a radiciação. Bom, eu disse quase tudo e, por que quase tudo? Para completar esse assunto e vermos tudo o que precisamos saber sobre potenciação e radiciação, falta abordarmos o caso onde o expoente de uma potência é um número real. Não se preocupe, isso fica fácil depois de tudo o que já foi visto.
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Como já sabemos calcular a união de intervalos, vamos aprender agora como calcular a interseção de intervalos. Novamente iremos usar fortemente a representação geométrica dos intervalos e, como se trata da interseção de intervalos, temos que ter em mente a definição e as propriedades da interseção de conjuntos. Assim como a união de intervalos, a interseção de intervalos é muito importante. Só para reforçar o que foi dito no post anterior, os intervalos e as operações de união e de interseção de intervalos estão muito presentes no estudo de funções e de inequações. Conhecer bem os intervalos e essas operações facilitam muito o estudo e a compreensão desses objetos matemáticos, tanto em nível médio como superior. Então, sem enrolação, vamos à interseção de intervalos.
Interseção de intervalos
Exemplos
Portanto $(-\frac{1}{2}, +\infty) \cap [-\frac{1}{2}, 3) = (-\frac{1}{2}, 3)$.
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Nos dois posts anteriores, aprendemos o que são intervalos de números reais e seus tipos. Além disso, vimos também que cada intervalo tem a sua representação geométrica (veja as postagens anteriores aqui). Tendo visto esses conceitos, estamos aptos para fazer operações com intervalos, ou seja, podemos calcular a união e a interseção de intervalos. Fazer estas operações com intervalos é essencial. Não raramente, para obter informações importantes sobre funções, é necessário estudar o sinal de expressões algébricas, isto é, saber para quais números reais essas expressões serão positivas ou negativas e, esse processo de estudo de sinal, envolve união e interseção de intervalos. Não é somente para isso que usamos as operações de união e interseção com intervalos, essas operações também aparecem na resolução de inequações. Esses são somente dois exemplos, existem muitos outros. Para calcular a união e interseção de intervalos, usaremos fortemente a representação geométrica dos intervalos. Começaremos aprendendo como calcular a união de intervalos. Vamos lá!
União de intervalos
Exemplos
Portanto, a união desses intervalos é $(-\infty,-2) \cup (-1,0) \cup (0,2]$ (Observe que o número $0$ não está em nenhum dos intervalos).
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Na postagem anterior, abordamos os intervalos limitados de números reais. Como está no título dessa postagem, além dos intervalos limitados, existem também os intervalos ilimitados (às vezes chamados de intervalos infinitos). Esses tipos de intervalos são tão importantes quanto os intervalos limitados e, da mesma forma que os limitados, aparecem como soluções de inequações e influenciam fortemente o comportamento de funções definidas no conjunto dos números reais. Vamos, então, conhecer esses intervalos ilimitados.
Intervalos ilimitados de números reais
Exemplos
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Chegamos a um tópico muito importante dentro do assunto de números reais, chegou a hora de falarmos sobre intervalos. Para um boa compreensão desse tópico é importante se ter estudado anteriormente os tópicos de ordem e completude dos números reais. Mas por que o conceito de intervalo de números reais é importante? Os intervalos (e seus tipos, que veremos logo a seguir) aparecem muitas vezes na matemática como soluções de inequações e também influenciam diretamente o estudos das funções. Quando digo funções, não estou falando somente de funções que vão de $\mathbb{R}$ em $\mathbb{R}$, mas também de funções vetoriais que possuem como uma de suas aplicações o estudos de trajetórias de objetos no plano e no espaço. Assim, estudar os intervalos de números reais não serve somente para se conhecer mais um objeto matemático, mas sim para saber o que acontece na base do comportamento de funções importantes que possuem aplicações em inúmeras áreas do conhecimento. Então, vamos aprender primeiramente, em detalhes, o que é um intervalo limitado de números reais e seus tipos.
Intervalos limitados de números reais
O uso dos símbolos de desigualdade
Intervalos
Exemplos
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Agora que sabemos quem são os números reais e suas propriedades (inclusive o jogo de sinais), podemos ir mais a fundo no estudo dos números reais, ou seja, vamos estudar um pouco, digamos, da "estrutura" dos números reais. Nesse post vamos falar sobre a completude dos números reais. A palavra "completude" nos lembra a palavra "completo" e, essa propriedade dos números reais tem a ver mesmo com "estar completo". Bom, o que significa que o conjunto dos números reais está completo? Vamos entender isso agora.
Completude dos números reais
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Esse já é o quarto post sobre os números reais. Nos três primeiros posts (acesse-os aqui) definimos os números reais, conhecemos alguns de seus subconjuntos importantes, aprendemos suas propriedades algébricas e de ordem. Tendo visto isso, estamos prontos para falar sobre o jogo de sinais, que é consequência das propriedades dos números reais. Bom, mais o que é o tal do jogo de sinais? É aquilo que aprendemos na escola, de uma forma bem simples:
- mais vezes mais é mais;
- mais vezes menos é menos;
- menos vezes mais é menos;
- menos vezes menos é mais;
Jogo de sinais
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Você já para parou para pensar sobre a ordem dos números? Bom, essa é uma ideia que aprendemos logo cedo na escola, o que faz com que essa noção de ordem dos números seja bem natural para nós. Se eu te apresentar os números $2$ e $5$ e te perguntar qual é o maior deles, acredito que você me responderá que o maior deles é o $5$ em menos de um segundo. Agora outra pergunta: Você já parou para pensar que nem todos os conjuntos numéricos ou objetos matemáticos possuem uma ordem natural como esta? Sim, nem todos os conjuntos numéricos ou objetos matemáticos podem ser colocados em ordem, ou pelo menos, na ordem natural que conhecemos. Para dar exemplos disso, precisamos ir um pouco além do ponto em que estamos. Considere os dois números complexos $2+5i$ e $1-7i$. Usando a mesma noção que temos de ordem nos números reais, quais desses números complexos é maior que o outro? Não dá para fazer essa comparação. Vamos de outro exemplo, considere os polinômios $p(x) = x^2-1$ e $q(x) = x^5-2x+7$, Qual desses polinômios é maior que o outro? Novamente, não é possível fazer essa comparação usando a noção de ordem que temos nos números reais.
E o que podemos concluir com isso? A ordem é uma característica importante que não pode ser implementada de qualquer forma em qualquer conjunto. Isso justifica a necessidade de estudá-la, pois se um conjunto possui uma ordem, ou seja, é um conjunto ordenado, ele se diferencia dos outros conjuntos e, essa ordem vai influenciar todo objeto matemático no qual esse conjunto está envolvido. Isso ficará claro na postagem sobre a completude dos números reais.
Para que o assunto tratado aqui fique claro, é bom ter o conhecimento do que é um número real e de suas propriedades algébricas.
Propriedades de ordem dos números reais
Exemplo
Mais exemplos (teóricos)
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No primeiro post sobre números reais vimos a definição de números reais e seus subconjuntos importantes. Agora está na hora de começarmos a falar sobre as propriedades dos números reais. Essas propriedades são divididas em três grupos, os quais são, propriedades algébricas, propriedades de ordem e completude. As propriedades algébricas são aquelas relacionadas com as operações de soma e produto dos números reais, que são de fundamental importância para fazer cálculos, resolver equações e inequações e também para fazer demonstrações. As propriedades de ordem estão relacionadas com a ordem natural que conhecemos dos números (isto é, dados dois números, identificar qual é o menor e o maior entre eles, se não forem iguais). Esse grupo de propriedades é importante para se resolver inequações, definir e trabalhar com intervalos de números reais, analisar sinal de expressões algébricas e etc.. Por último, temos a completude dos números reais, o que tem a ver com o fato de $\mathbb{R}$ poder ser representado por uma reta (como se fosse uma régua infinita). Aqui nesse post, vamos tratar das propriedades algébricas dos números reais.






























